
Manutenção preventiva e corretiva dos sistemas de incêndio deve ser rotina, e não emergência
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Aquela velha máxima do prevenir para remediar vale mais do que nunca quando o assunto é segurança contra incêndio. Com isso, realmente não dá para brincar nem relaxar.
Jefferson Leal, gestor da Hidracon Sistemas contra Incêndio e Manutenção Predial, é taxativo: “É dever do síndico manter todos os sistemas contra incêndio em perfeito estado de conservação e funcionamento, do contrário, ele pode até responder civil e criminalmente, além de correr o risco de o seguro não ser pago caso ocorra um sinistro e o sistema não funcione. Então, é muito importante que todos os componentes do sistema contra incêndio estejam funcionando com perfeição.”
Engana-se quem pensa que sistema contra incêndio se resume a mangueiras e extintores em dia – estes são os chamados equipamentos do sistema fixo. O gestor da Hidracon explica que existem os sistemas fixos e os móveis, e ambos devem estar funcionando perfeitamente.
Os extintores devem ser recarregados uma vez por ano, mesmo que não tenham sido usados. As mangueiras devem ser testadas a cada ano também, ainda que sejam novas. Segundo Jefferson, todos os condomínios devem ter extintores, porém a legislação é que vai determinar seus locais de instalação. “A lei não obriga a instalação de extintores em todos os andares, mas se o síndico achar por bem, ele pode colocar um extintor em cada andar – segurança nunca é demais!”, ressalta o especialista.
De acordo com a Hidracon, fazem parte do sistema fixo a Casa de Máquinas de Incêndio (CMI), as caixas de hidrantes, a Reserva Técnica de Incêndio (RTI), os hidrantes de recalque ou passeio, os sprinklers e a canalização preventiva. “A manutenção precisa ser feita constantemente e todos os equipamentos devem ser testados com frequência; os sinistros não avisam a hora nem o dia, portanto, o sistema deve estar sempre apto para atuar. Não há um prazo fixo para fazer a manutenção, isso vai depender do estado de conservação em que o sistema se encontra”, explica Jefferson. Veja, no boxe a seguir, explicações sobre cada um deles.
Conheça o sistema fixo de combate a incêndio
- Casa de Máquinas de Incêndio (CMI): é o coração do sistema, em que se localiza o sistema de pressurização, que, por sua vez, é formado por bombas, manômetros, tanques de pressão, válvulas, registros, pressostatos, quadro de comando etc. Esse sistema é responsável por pressurizar todo o complexo de combate a incêndio, como caixas de hidrantes e sprinklers.
- Caixas de hidrantes: estão localizadas nos andares. Cada caixa deve acomodar o hidrante, o esguicho, a mangueira e uma chave do tipo stoz. Esses itens são fundamentais para debelar o início de um incêndio e é de suma importância que os condomínios tenham pessoas treinadas para operar esse sistema.
- Reserva Técnica de Incêndio (RTI): é uma parte da caixa-d’água reservada exclusivamente para o abastecimento do sistema de combate a incêndio.
- Hidrantes de recalque ou passeio: ficam localizados na calçada (passeio), dentro de uma caixa de ferro que contém um registro, adaptador de mangueiras e tampão cego. Tem a função de abastecer a reserva técnica de incêndio em caso de esgotamento de água do sistema de combate a incêndio.
- Sprinklers: formados por uma rede de canalização e pressurizados por um sistema de bombas, têm a função de proteger o ambiente e são acionados quando a temperatura atinge níveis elevados. No entanto, a legislação não exige que todas as edificações possuam esse tipo de sistema de combate a incêndio.
- Canalização preventiva: é formada por tubulações e conexões que abastecem os sistemas de combate a incêndio e possuem variadas espessuras.
Jefferson Leal fala sobre um detalhe muito importante que quase ninguém percebe: a parte elétrica das bombas. “A bomba tem de estar ligada a um sistema elétrico independente do geral, pois o primeiro ato num incêndio é cortar a luz. Se não tiver luz, a bomba não vai funcionar, portanto, não vai conseguir pressurizar o sistema, dificultando, assim, o combate a qualquer foco de incêndio”, explica.
Sinalização
A sinalização também faz parte de um sistema de combate a incêndio e pânico. Se um prédio não estiver sinalizado adequadamente para um momento de emergência, pode custar a vida de muitas pessoas. “Todas as edificações devem ser dotadas de sinalização e iluminação de emergência. As placas de sinalização devem ser do tipo fotoluminescente (acendem com a ausência de luz) para atender à norma técnica. A instalação e localização devem ser de acordo com o projeto de segurança contra incêndio e pânico, assim como a parte de iluminação de emergência também deve atender ao mesmo projeto”, ressalta Jefferson.
A localização das placas de sinalização e a iluminação de emergência são importantíssimas. A iluminação de emergência geralmente é instalada nos corredores e nos halls de escadas, e será sempre acionada quando a energia elétrica for interrompida.
Veja alguns exemplos da localização e dos dizeres das placas:
- Nas adjacências dos elevadores – EM CASO DE INCÊNDIO NÃO USE ELEVADOR
- Nos corredores – placas de indicação de andares e saídas e emergência
- Nas escadas – indicação de rota de fuga e de andar
- Nos quadros elétricos – RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO
O síndico do Condomínio do Edifício Beverly Hills, na zona sul carioca, Rafael Braga, não abre mão da manutenção do sistema contra incêndio. Ele, que está em seu segundo mandato, percebeu logo no início que os gastos com reparos e manutenção estavam muito altos e nada satisfatórios.
O Beverly Hills foi inaugurado em 1982. Estamos falando de um prédio considerado antigo e que, certamente, precisou rever em algum momento seu projeto de segurança contra incêndio e pânico, até porque a legislação sofreu alterações nesse meio-tempo.
Fora desse contexto legal, estamos falando também de um condomínio de grandes dimensões, com estrutura de clube: dois blocos de 12 andares cada um, jardins, bosque com assinatura de Burle Max, quadras esportivas, saunas, salões, piscinas etc. “Temos uma estrutura muito grande para cuidar em termos de segurança”, avalia o síndico.
Quando Rafael assumiu o condomínio, a manutenção era feita por uma empresa “que não tinha bom atendimento, não se mostrava tão eficaz, não oferecia os resultados esperados nem nos dava a sensação de segurança que almejávamos”.
Segundo o síndico, ao folhear a revista Condomínio etc., da Cipa, ele encontrou um fornecedor (Hidracon) e a chamou para consertar um problema recorrente que a outra empresa não conseguia resolver de forma definitiva: vazamentos na casa de máquinas. “Eles corrigiram o problema; hoje a casa de máquinas e as bombas estão saudáveis e funcionam a pleno vapor. A bomba é o coração do sistema, tem de estar plena! Se ela estiver vazando, altera a pressão, desregula o sistema e, pior, na hora de um incêndio não vai funcionar. Eles conseguiram corrigir isso definitivamente. Nós gostamos muito do desempenho da Hidracon, eles são tecnicamente preparados e muito seguros no que fazem e indicam.”
Por esse motivo, Rafael começou a olhar com outros olhos o modus operandi da manutenção dos sistemas de incêndio do Beverly Hills. “Optamos por uma modalidade de trabalho que poucas empresas fazem: a manutenção com contrato global anual. Fizemos uma licitação para esse tipo de contrato e foi difícil, pois poucas empresas atendem, não é para qualquer um, não. Poucas empresas têm estrutura e qualificação técnica para oferecer esse tipo de contrato”, ressalta ele.
A Hidracon venceu a licitação e atende ao Beverly Hills até hoje, por meio de um contrato de manutenção anual que inclui manutenção e reparos de todo o sistema contra incêndio. E o melhor: atende 24 horas por dia nos sete dias da semana. “Isso diminuiu muito nosso custo com manutenção corretiva. Semanalmente, a empresa está aqui, checa os sistemas, faz manutenção e reparos, sem pagamentos extras. E ainda ficamos mais seguros, porque os técnicos nos reportam tudo sobre a manutenção feita”, elogia o síndico.
Serviço:
Hidracon Sistemas contra Incêndio e Manutenção Predial
(21) 98288-4714
www.hidraconrj.br
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